Arquivo do blog

Mostrando postagens com marcador Mitologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mitologia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A bela Medusa

Por Márcio Caseiro.
Cipsoft: reprodução.
          Medusa é uma criatura que faz inveja a qualquer marca de shampoo que promete vitalidade imediata aos cabelos. É também reverenciada pelos grandes mestres escultores que a humanidade já teve.

      Mesmo com tantas qualidades, óbvio dizer que Medusa não é padrão de beleza - mesmo que um simples olhar para ela seja inevitavelmente paralizador. Todos conhecem Medusa por seus cabelos suas cobras e seu olhar petrificante, mas Medusa nasceu assim? A resposta é não! Então como era Medusa antes de se tornar o monstro mitológico que conhecemos hoje e de que modo se deu a transformação?

      Antes de se tornar o monstro pavoroso que, volta e meia, pinta nas telas do cinema, foi uma linda donzela. A mais linda de sua região. A beleza de Medusa era incrível, sua pele tinha a textura de uma pétala de rosa, seu rosto em total e perfeita harmonia com os seus cabelos que eram o seu maior orgulho e o que lhe rendia mais admiradores, fazendo com que todos os homens se apaixonassem por ela. Eram viçosos, e quando esvoaçavam-se ao vento ficavam ainda mais bonitos.

      Porém, muito segura de sua beleza, ousou desafiar Minerva - deusa da sabedoria e das estratégias de guerra, também conhecida como Atena ou Palas. Medusa afirmava que era detentora de uma beleza inigualável e que nem a própria Minerva tinha tamanha beleza, de modo que, como castigo pelo insulto, a deusa privou-a de sua beleza pela qual orgulhava-se tanto, transformando-a em um monstro horrendo. De seus encantos fora privada e suas lindas madeixas, transformadas em víboras sibilantes. Ademais, certificou-se a deusa de que nenhum homem jamais voltaria a se apaixonar por Medusa, fazendo com que um simples olhar transformasse quem quer que olhasse, humano ou animal, em pedra.

      Medusa, que já tivera muitos pretendentes e que já fora cotejada até por deuses olimpianos, agora passara a viver isolada em uma caverna, apenas tendo como companhia as infelizes vítimas de seus olhos imparciais e suas cobras no alto da cabeça.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Tarde demais ou não? Faça sua escolha!

Por Márcio Caseiro.
A Sibila Délfica: Michelangelo.Reprodução. 
      "... Tarde demais!" - acabou de bater aquele arrependimento - às vezes o destino pode ser frio e cruel, mas outras vezes, pode se apresentar relutante em permitir que nem tudo se torne perdido. Esta é uma história milenar, e que acompanha o homem desde que predominava o pensamento mítico. O mito se apresentava como uma narrativa fantástica de histórias incríveis. Uma delas é o mito da Sibila, o qual passo a, sinteticamente, relatar:
       
      Certa vez, em um reinado, surgiu perante o seu soberano uma velha senhora carregando nove livros, os quais lhe ofereceu ao custo de trezentas moedas de ouro. O rei, não interessado, rejeitou a oferta e a velha queimou três dos nove volumes que carregava, oferecendo os seis livros restantes ao rei pelo mesmo valor: trezentas moedas de ouro. Como o rei  novamente se recusou a comprar, a velha ficou frustrada e queimou mais três livros do lote. Fez a mesma pedida: trezentas moedas. Evidentemente, isto despertou a curiosidade do rei, que comprou os três volumes sobreviventes.

     Os livros foram mantidos no templo de Júpter Capitolino e continham revelações divinas que  eram consultadas pelos sacerdotes em tempos de guerra e em ocasiões especiais, sendo informado ao povo a maneira correta de proceder perante cada situação.